domingo, 26 de setembro de 2010

[Re]começar

Acho que pode até parecer meio "deprê" isso aqui, ou meio egoísta...sei lá, mas acho que se você está num momento que exige um recomeço...assim como eu, também irá se identificar. Essa música é tão linda, calminha...relaxante. Apesar de não ser fã da banda, nem de reggae, me encantei.

♪ A vida é agora, vê se não demora...pra recomeçar.
É só ter vontade de felicidade, pra pular. ♫
(Do Lado De Cá - Chimarruts)

É um momento de recomeçar, para mim.
Fazer mudanças na vida nem sempre é fácil, essas mudanças quase sempre são difíceis...dolorosas, mas muitas vezes são necessárias e, no futuro, certamente veremos que foi melhor ter a coragem de reconhecer que algo estava errado e começar do zero, para ser feliz.
Ah...a música é toda linda! Se puder, ouça! ;)




sábado, 25 de setembro de 2010

Desculpas

A alguns poucos, mas bons, leitores que frequentam este singelo blog...venho pedir sinceras desculpas por tê-lo abandonado. Contudo, acho que não abandonei só a ele neste tempo todo...mas a mim mesma, se é que dá pra entender isso. Mas enfim, aos poucos vou voltar a escrever aqui, pois é uma boa forma de expressar o que estou sentindo.
Obrigada a quem visita sempre, a quem vem de vez em quando e a você que vem aqui pela primeira vez.
Abraços ;)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mãe,

04 de Maio de 2010 

Mãe,

Sei que é meio antiquado escrever cartas, mas sei também que herdei muitas características suas e umas delas é preferir cartas a e-mails...são bem mais pessoais, bem mais sentimentais, bem mais. Portanto, reservei um tempinho da minha vida para escrever-te, já que você reservou sua vida inteira para mim, mas estou longe e não poderei chegar a tempo de desejar-te um feliz dia das mães!
Esse tempo que estou passando aqui na fazenda está me fazendo muito bem, me fez refletir sobre algumas coisas, repensar outras...e no fim das contas, ao olhar para a minha filha lembro-me de ti, mãe. Lembro-me de todos os cuidados, incentivos, críticas sempre construtivas...tão necessárias, elogios, conselhos, cascudos, algumas discussões e muitos momentos de companheirismo. Lembro-me disso tudo e hoje, só hoje, entendo plenamente tudo o que fez por mim. Todos os sacrifícios e todas as coisas de que teve que abdicar para dar-me toda a atenção do mundo nos meus primeiros anos de vida...além de todo o amor que sempre dedicou a mim mesmo quando crescida.
Quantas saudades sinto de ser paparicada por você. Não sei por que, já que me mima até hoje. Deve ser porque estamos separadas por duas semanas, mas parece uma eternidade!
Hoje, que realizei o sonho de ser mãe, entendo cada passo teu. Entendo o que é dar a vida por alguém, o que antes eu sinceramente não acreditava que fosse possível. Entendo seu instinto de defesa, de mãe coruja, de cuidado. E é por isso que tudo o que você foi para mim, eu pretendo ser para ela: O ponto de referência, A inspiração.
Ao escrever essa carta, ela está aqui em meus braços dormindo feito um anjo e eu só babando, procurando traços que me façam lembrar você, e ela tem, muitos. Estou com muitas saudades de ti, logo que puder estarei de volta para dar-te aquele abraço imenso de sempre!
Feliz dia das mães, mas que todos os seus dias sejam muito felizes sempre...como você fez com que fossem os todos os meus até este momento! 

Amo-te imensamente e eternamente, meu anjo real, minha mãe! 


Com todo o amor e carinho do mundo,
G.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Essencialmente guerreiras

Mulheres
De tantas personalidades distintas,
cada uma com suas particularidades,
tem sempre um ponto em comum:
a coragem.

Umas são delicadas,
suaves,
sutís,
sensíveis.
Outras são "duronas",
imperativas,
escandalosas,
fortes.
Outras ainda, são um pouco de tudo:
médica,
psicóloga,
advogada,
professora,
dentista,
cozinheira,
madame,
esposa,
[...]
mãe.

Para "convencer" que são capazes,
exercem, tantas vezes, duplas ou triplas jornadas.
Pareceria desumano,
se não fosse típico da mulher.
Ela não faz por obrigação,
faz porque gosta de ter o controle
e sabe que tem o controle.

Alguns não reconhecem seu valor,
mas não viveriam, sequer um minuto, sem ela.

Muitas não nasceram para "Amélia",
outras tantas, são "amélias" por natureza,
e todas são, essencialmente, guerreiras.

domingo, 25 de abril de 2010

Essência


Não me julgues pela aparência, não meu bem.
Ela não diz quem sou.
Resume-se a uma capa que demonstra gosto e algumas escolhas, mas não o caráter.
Cansei-me de preconceitos. Quem você pensa que é?
A maneira de vestir-me te choca? 
Precisas ver o que anda acontecendo nesse mundo.
Assim verás que uma roupa, não é nada.
Meu cabelo é radical, mas tenho coração.
Sim, claro! Tenho sentimentos. Como você.
Grito quando estou feliz, embebedo-me quando estou triste. Ou vice-versa.
Sou diferente de você? Que bom. Não esperava que fôssemos iguais.
Apenas respeite-me. É o que espero de você.
Não fuma? 
Tudo bem, sem problemas. Mas eu fumo, tem problema?
Respeito a sua opinião, não sinta-se constrangida.
Não sou má influencia. 
Depende do ponto de vista? Sim, depende.
Mas vamos conversar mais. Conheça-me.
E tire suas próprias conclusões.
Sou essência, não importo-me com o que aparento.
Há tantas aparências, elas enganam.
Parece cliché, mas enganam.
Sou paciente, vou convencer-te...sou "gente boa".
Também não gostei muito do seu visual,
Mas o que tenho a ver com isso?

sábado, 24 de abril de 2010

Nostalgia



Dez anos após o que aconteceu, por incrível que possa parecer, só tive uma notícia de Jessica, eu a recebi hoje. Uma verdadeira amiga, mas que não sabia realmente que fim tinha levado...ou se haveria algum "fim". O que sabia era que depois daquela última conversa, ela sumiu e não mais me procurou.
Há algum tempo, escrevi uma carta endereçada à Jess. Não a enviei. Para onde enviaria? Sinto saudades da nossa amizade.

Jess,
   Amiga, há tempos que não dá sinal de vida. Todos os dias penso em você, apesar de que várias coisas hoje estão diferentes em minha vida, hoje há responsabilidades...compromissos. Quase não paro em casa, mas nem assim deixo de me perguntar diariamente onde está você. Guardei o nosso segredo, mas você não cumpriu a sua parte no trato...ainda não entendi porque fez isso comigo.
   Naquela manhã, como em várias outras, estávamos bêbadas após uma noite de balada como outra qualquer que passamos juntas. Mas aquela manhã foi diferente. Sim, sem dúvidas foi. Ao ver uma casa abandonada no caminho, você parou o carro e disse que queria entrar para conversar. Apesar de estar bêbada, lembro bem da conversa.
    — Mari, preciso ir embora daqui.
    — Como assim Jess? Ir embora?
    — Sim, talvez eu passe um tempo longe da cidade...mas por aqui não tem condições de eu ficar.
    — Mas por que isso agora?
    — Acho que coloquei tranquilizante demais na bebida do Eduardo. Na festa, ele não queria largar do meu pé e tudo bem, um dia eu gostei dele, mas não aguento mais essa obsessão...ele tem crises de ciúme, me agride e eu já não sei mais o que dizer aos meus pais. Acho que o matei. Mas eu realmente quis fazer isso.
    — Não Jessica! Fique. Ninguém vai poder dizer que foi você. Estávamos em uma festa!
    — Mari, não posso correr o risco, desculpa...mas eu tenho que ir agora, peço que você não conte nada a ninguém. Sei que não vai contar. Não sei o que vou fazer, não consigo olhar para mim mesma no espelho. Vou pegar um dinheiro em casa e "cair no mundo".

Depois dessa conversa, fomos embora...discutimos em vão no carro, mas você me deixou em casa. Disse que mandaria notícias e que depois que essa situação se tranquilizasse, voltaria.
Na mesma manhã, recebi a notícia de que Eduardo foi encontrado desmaiado na festa, foi socorrido, mas tarde demais. É, você tinha razão. Você o matou. Não poderia alegar legítima defesa, no momento ele não estava te agredindo e nem tinha a intenção. Você teve razão em fugir. Acho que faria o mesmo, mas não da maneira que fez.
As investigações não foram muito longe...até porque ninguém sabia muita coisa sobre ele, além do que, ele era estrangeiro...vivia de lugar em lugar e a família dele nunca procurou saber nada...creio que nem saibam que ele está morto. Ele nunca dava notícias mesmo.
Seus pais te procuram até hoje...a polícia não mais. Não sei como não a encontraram, mas enfim, não encontraram. Mas creio que você esteja em algum lugar desse mundo. Se voltasse, eu te perdoaria com certeza. Não há como apagar tudo o que passamos juntas. Você deve ter algum motivo para não mais ter mandado notícias. Ainda a espero. Um dia lerá esta carta e neste dia, vamos estar juntas recordando coisas boas e ruins de um passado distante.

           Com amor,
                       Sua eterna amiga, Mariana.

Jessica enviou-me uma carta. Seus pais me entregaram. Agora mora em Portugal e tem uma linda família. Disse que nunca conseguiu esquecer o que fez e que há algum tempo entrou em contato com a sua família, mas pediu que eles continuassem a procurar por ela e não dissessem a ninguém nada sobre o seu reaparecimento. Eu reconheci a sua letra, o mesmo garrancho de sempre.
Ela me magoou, mas de certa forma, entendo. Agora tenho para onde enviar minha carta. Acho que manteremos contato e entenderei essa história direito.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vento no litoral


"De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora"
Compositor: Dado Villa Lobos
*Ouvindo Legião Urbana*